sábado, 11 de julho de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Pra quê?
segunda-feira, 6 de abril de 2009
- Clarice Lispector -
terça-feira, 31 de março de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
Mais Clarice...
- Clarice Lispector -
sexta-feira, 27 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
Umas rendas...
De delicadezas me construo. Trabalho umas rendas
Uma casa de seda para uns olhos duros.
Pudesse livrar-me da maior espiral
Que me circunda e onde sem querer me reconstruo!
Livrar-me de todo olhar que, quando espreita, sofre
O grande desconforto de ver além dos outros.
Tenho tido esse olhar. E uma treva de dor
Perpetuamente.
Do êxodo dos pássaros, do mais triste dos cães,
De uns rios pequenos morrendo sobre um leito exausto.
Livrar-me de mim mesma. E que para mim construam
Aquelas delicadezas, umas rendas, uma casa de seda
Para meus olhos duros.
- Hilda Hilst -
domingo, 22 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
Clarice...
- Clarice Lispector -
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Cadernos Etíopes e a estética do olhar vazio
Giorgia Quintas*, autora da resenha, ao deter-se sensivelmente sobre o livro, lança um verdadeiro facho de luz sobre as imagens capturadas por JR Duran. Clareando nossa compreensão sobre o quão denso e profundo é (ou poderia ser) o ato de fazer retratos de outrem - ainda mais quando “outrem” é de outra cultura - ela nos mostra que o que as lentes duranianas põem a nú não são os corpos etíopes, e sim o forte etnocentrismo e a ausência de esforço em praticar alteridade que permeiam o olhar do fotógrafo. A potencialização da sensualidade dos corpos - marca típica da trajetória profissional de Duran – ao ser dirigida às savanas africanas, numa imersão de apenas três semanas, tem como resultado uma estetização do olhar vazio, onde não há verdadeiro encontro, nem confronto de identidades entre fotógrafo e fotografado. Duran é o estrangeiro que não sai de si, que não se deixa impregnar pelo outro e que apenas repete o seu modo ver aqui e acolá. Não há uma verdadeira troca de olhares, quiçá de perspectivas. A beleza sensível da imagem fotográfica, diz Giorgia, "não se restringe à perfeição ou sensualidade de quem se apresenta no registro, mas sim a como se 'processa' o encontro desta captura: a maneira, a aproximação, a emoção canalizada neste tempo (que, este sim, é essencial ao ato fotográfico) e espaço."
A resenha de Giorgia é cortante, mas necessária. E pode ser lida na integra aqui
* Giorgia Quintas e Doutora em Antropologia pela Universidade de Salamanca (Espanha), mestre em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco e pós-graduada em História da Arte pela Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP/SP. Atualmente, leciona no Bacharelado de Fotografia da Faculdades Integradas Barros Melo - Aeso (Olinda) e é pesquisadora do Núcleo de Imagem & Som em Ciências Humanas do Programa de Pós-graduação em Antropologia (UFPE)
sábado, 31 de janeiro de 2009
As tribos do Omo
A região vulcânica fornece uma imensa paleta de pigmentos coloridos: ocre vermelho, caulim branco, verde revestido, amarelo luminoso e cinzento. A forca de sua arte esta em três palavras: os dedos, a velocidade e a liberdade.
Desenham com as mãos abertas, com a extremidade das unhas, as vezes com pedaços de madeira e cobrem-se de colmo - um caule esmagado. Mergulham os dedos na argila e em poucos minutos decoram o peito, os seios, a púbis, as pernas, o rosto. Gestos vivos, rápidos, espontâneos, semelhantes ao movimento essencial que procuram os grandes mestres da pintura ocidental, tais como Miro, Klee, Picasso, Pollock, Tapies...
O desejo de decorar-se, embelezar, seduzir é um jogo e um prazer permanente.
* O livro de Hans Sylvester, que reúne essa coleção espantosa de fotografias dessas tribos do Omo, chama-se "Natural Fashon: Tribal decoration from Africa".











Fotos: Hans SylvesterUm verdadeiro assombro, nao?
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Hilda...
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse
Escapar da sua casa que é o rio
E deslisando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água, mais fraterno
se estenda sobre o meu
Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez
E mais atento.
- Hilda Hilst -
domingo, 25 de janeiro de 2009
Gigi Shibabaw - Washintu
Gigi é uma cantora etíope, radicada em NY. Adorei-a.
Essa canção é um lamento e uma reflexão sobre as pessoas que morrem na guerra. Na cultura etíope, só os homens podem lamentar a guerra. Por isso Gigi é vista como uma mulher transgressora.
http://www.myspace.com/gigishibabaw
http://worldmusic.nationalgeographic.com/worldmusic/view/page.basic/artist/content.artist/gigi_shibabaw_6910











